Tudo
na vida tem uma razão.
E ter
te conhecido tirou-me da solidão...
Me
tiraste da solidão, e me fizeste voltar a sorrir
Não
dá pra definir o que seria da minha alma sem ti.
O
seu jeito faz-me sorrir, faz-me esquecer tudo o que faz-me chorar
Só
tu entendes o meu olhar.
Só
tu desfaz o que me incomoda.
No
dia que nasceste no meu jardim, trouxeste vida.
As
outras flores curvaram-se aos teus pés
O
sol até brilha mais alegre destacando-te
Meu
lindo botão de flor,
O
mais meigo do meu jardim
Se
um dia eu não existir
Cante
essa canção por mim.
Talita
Silva Gomes
8 comentários:
Explendido a contestualizaçao. E o sentimento que o testo em si transmite. *-* ''n.e.o.q.a.v''
Talita, texto sem defeitos poéticos. O que mais merece nota é a linearidade poética. Poucos autores conseguem linearizar as ideias num poema. Isso por si só pode te levar ao panteão das grandes poetisas. O desvelo com que o poema foi escrito denota uma humildade simples e ao mesmo tempo terna. Você usou apenas uma imagem poética (o botão de flor), o que causou um efeito único. E, em termos de romantismo, seu texto arrasa mesmo. Excelente texto.
Essa retomada do romantismo foi uma jogada bem legal. O texto apresenta uma sensibilidade sem fim. Excelente texto.
O poema deixa várias impressões interessantes, entre elas: um amor que floresce; encantador, valioso, mas ao mesmo tempo, indefinido e inseguro. Os sentimentos que trazem contentamento e angústia, assim de uma vez só, instigam a vida e a poesia. Talita, o poema me faz meditar algo além de análises e críticas. Sei lá, talvez seja só para sentir.
Ah, percebi que você retirou a imagem. Não sei o que te motivou, mas fique a vontade para usar diversos recursos. Na verdade, os blogs também se notabilizaram por causa da multiplicidade semiótica.
Eu gostei muito da linearidade poética, uma simplicidade elegante, com rimas simples e precisas, que não deixa aquele sentimento tão pueril que ocorre quando a pessoa ama verdadeiramente, se desfazer com as amarras do poema em si. É uma retomada clássica do Romantismo; como já foi dito, com uma forma declarativa extremamente interessante. Em “Se um dia eu não existir cante essa canção por mim”, fica claro o traço romancista, pois, o amor perpetuará em seu peito até após sua morte. Outro interessante recurso é a caracterização do amor; tanto quanto sentimento como da idealização do amado, em forma de um botão de rosas, isso percebemos claramente em “As outras flores curvaram-se aos teus pés”. A obra é interessante tanto por transpor para o leitor um olhar simples, que é o um amor profundamente arraigado ao ser da pessoa que amada; isso é explicitado em “O sol até brilha mais alegre destacando-te Meu lindo botão de flor, O mais meigo do meu jardim. Como também se direcionarmos isso ao olhar celestial, pois, a simplicidade das rimas nos passa em alguns trechos a sensação, como se fosse Deus, falando a uma das suas tão amadas criaturas. Em suma excelente obra, minhas congratulações.
Igor Alexandre B. G. Borges
Verdadeira mente belo seu poema, de uma sensibilidade eminente.
Simplismente lindo....
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