domingo, 24 de junho de 2012

Estranho



Coisas esquisitas chamam a atenção
Chamas desta vida pertubam o coração
Amor assustado correndo no pavilhão
Garoto mal amado atrás duma paixão

Sozinho nesse mundo sem ninguém amar
Calado no canto refugiado a pensar
Com caneta e papel algo há de começar
Cabisbaixo e sério amor tende a se aquietar

Amor assustado, estranho não quer ser
Com seus poemas agindo sem perceber.                     
Esperando a donzela, que há de aparecer
Sua espera é longa, o jeito é escrever.


Gleicy Dias

5 comentários:

MEUS ARTIGOS disse...

Gleicy,
Seu texto definitivamente tem um ritmo poético muito bem construído. A cadência dos versos muito bem elaborada. A aliteração da letras "s" conota ua espécie de solidão do eu lírico, e por conseguinte sua única saída: escrever. Excelente texto!

Unknown disse...

Gleicy,seu texto ficou extremamente bem construído, o eu lírico transparece solidão, mas encontra um meio de se acalmar ao escrever. Realmente me surpreendeu o seu texto.

Anônimo disse...

Lindo seu texto...simples,objetivo e claro,gostei muito...

Wesley Rezende disse...

Por aí a gente poderia começar um debate sobre os motivos de se escrever. Pra que serve a literatura? Como começa o desejo, a necessidade de se expressar por meio da arte, da ficção, da poesia?...

Texto com ritmo muito divertido, o que causa certa estranheza (e isso é uma qualidade) por causa da aflição do eu lírico.

Literamusic Anormal disse...

Achei super interessante como você caracteriza toda essa gama de informações que; gira desde um eu lírico que é afetado pela solidão e a melancolia, até a idealização do amor em forma literal (uma amada). Outra coisa que achei legal é que você não fica presa a questões de esteticismo, você transmite o sentimento de forma que, não precisa-se se esforçar para ler nas entrelinhas da obra. Excelente trabalho, meus parabéns e sucesso.

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