terça-feira, 19 de junho de 2012

Meu Botão de FLor

Tudo na vida tem uma razão.
E  ter te conhecido tirou-me da solidão...
Me tiraste da solidão, e me fizeste voltar a sorrir
Não dá pra definir o que seria da minha alma sem ti.
O seu jeito faz-me sorrir, faz-me esquecer tudo o que faz-me chorar
Só tu entendes o meu olhar.
Só tu desfaz o que me incomoda.
No dia que nasceste no meu jardim, trouxeste vida.
As outras flores curvaram-se aos teus pés
O sol até brilha mais alegre destacando-te
Meu lindo botão de flor,
O mais meigo do meu jardim
Se um dia eu não existir
Cante essa canção por mim.
Talita Silva Gomes

8 comentários:

Anônimo disse...

Explendido a contestualizaçao. E o sentimento que o testo em si transmite. *-* ''n.e.o.q.a.v''

MEUS ARTIGOS disse...

Talita, texto sem defeitos poéticos. O que mais merece nota é a linearidade poética. Poucos autores conseguem linearizar as ideias num poema. Isso por si só pode te levar ao panteão das grandes poetisas. O desvelo com que o poema foi escrito denota uma humildade simples e ao mesmo tempo terna. Você usou apenas uma imagem poética (o botão de flor), o que causou um efeito único. E, em termos de romantismo, seu texto arrasa mesmo. Excelente texto.

Rosangela disse...

Essa retomada do romantismo foi uma jogada bem legal. O texto apresenta uma sensibilidade sem fim. Excelente texto.

Wesley Rezende disse...

O poema deixa várias impressões interessantes, entre elas: um amor que floresce; encantador, valioso, mas ao mesmo tempo, indefinido e inseguro. Os sentimentos que trazem contentamento e angústia, assim de uma vez só, instigam a vida e a poesia. Talita, o poema me faz meditar algo além de análises e críticas. Sei lá, talvez seja só para sentir.

Wesley Rezende disse...

Ah, percebi que você retirou a imagem. Não sei o que te motivou, mas fique a vontade para usar diversos recursos. Na verdade, os blogs também se notabilizaram por causa da multiplicidade semiótica.

Literamusic Anormal disse...

Eu gostei muito da linearidade poética, uma simplicidade elegante, com rimas simples e precisas, que não deixa aquele sentimento tão pueril que ocorre quando a pessoa ama verdadeiramente, se desfazer com as amarras do poema em si. É uma retomada clássica do Romantismo; como já foi dito, com uma forma declarativa extremamente interessante. Em “Se um dia eu não existir cante essa canção por mim”, fica claro o traço romancista, pois, o amor perpetuará em seu peito até após sua morte. Outro interessante recurso é a caracterização do amor; tanto quanto sentimento como da idealização do amado, em forma de um botão de rosas, isso percebemos claramente em “As outras flores curvaram-se aos teus pés”. A obra é interessante tanto por transpor para o leitor um olhar simples, que é o um amor profundamente arraigado ao ser da pessoa que amada; isso é explicitado em “O sol até brilha mais alegre destacando-te Meu lindo botão de flor, O mais meigo do meu jardim. Como também se direcionarmos isso ao olhar celestial, pois, a simplicidade das rimas nos passa em alguns trechos a sensação, como se fosse Deus, falando a uma das suas tão amadas criaturas. Em suma excelente obra, minhas congratulações.

Igor Alexandre B. G. Borges

Gleicy Dias disse...

Verdadeira mente belo seu poema, de uma sensibilidade eminente.

Anônimo disse...

Simplismente lindo....

Postar um comentário