domingo, 24 de junho de 2012

Olhos castanhos

Com aquele olhar singelo, como de quem não quer nada
A culpa foi dos teus olhos, me encontro apaixonada.
Um jeito deslumbrante, teus gestos, teus sorrisos
Se me tocas, quase perco o equilíbrio.
Como pude permitir chegar a tanto...
De uma forma fascinante, me rendi aos teus encantos.
Agora já é tarde...
Ao teu lado sinto-me completa, porém covarde
Percebo uma certa indecisão em tuas ações,
Momentos me abraças com ternura, noutros com ingratidão,
O que tu sentis, me digas, demonstre-me, pois já está fraco esse meu pobre coração.
Então a covardia invade meu ser, medo de questionar,
Receio do que vais responder.
Quando não o vejo, sinto uma imensa solidão
Como pode, sentir-se só em meio a multidão?
Só então, entendo, foi sem perceber, não pude intervir
Me encontro aprisionada, presa a ti.
Um sentimento tão intenso, que não exige nada em troca
Há momentos em que me abandonas, de repente vem com esse teu jeito e me provocas
Ah! Menino dos olhos castanhos, maldita foi a hora que por ti me apaixonei
Tenho a certeza, admito, eu errei.
Agora, somente agora minha alma chora, isso me causa tamanho remorso
Ah! Menino dos olhos castanhos, a culpa foi dos teus olhos...

6 comentários:

Gleicy Dias disse...

Realmente lindo, você passou para o papel algo tão forte que ao ler o poema foi como se eu estivesse sentindo tudo isso, parabéns!

MEUS ARTIGOS disse...

Tatyane,
Texto de conteúdo envolvente. Achei tão singela sua forma de escrever, e por incrível que pareça, você misturou um pouco das canções de amigo com as canções de amor, lá do Trovadorismo. Isso me encantou. A construção da tua poesia só deixou a desejar na estrutura. Esse texto melhor ficaria se construído em prosa. A métrica e a versificação acabaram destoantes, mas em nada comprometeu a beleza do texto.
Quero salientar ainda tua sensibilidade ao escrever: "Momentos me abraças com ternura, noutros com ingratidão", muito bem construído esse trecho. Acredito que alguns de nossos companheiros do blog farão uma excelente análise desse texto. Mas criticamente, companheira de pena, esse texto está, lá no fundo, espetacular!

Anônimo disse...

Você escreve de uma maneira tão delicada...me chamou muita atenção...concordo com nosso amigo Rodrigo acho que se tivesse construido seu texto em prosa ficaria melhor...

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Piquiletras disse...

Querida anônima (sem perfil) Cunha Porã, comprove o que você disse, indique o site.

Literamusic Anormal disse...

Excelente obra, e nesse ponto concordo com meu digníssimo companheiro “Rodrigo Silva”, que sua obra realmente tem o que nos músicos chamamos de “intenção”, para que o mesmo fosse estruturado em prosa. Porém, seu conteúdo poético é riquíssimo, uma forma muito meiga de se expressar, linearidade, a figura que representa o contraste (estruturas antagônicas) aqui não é marcada pelas estruturas vocabulares, mas sim pelo contraste sentimental, então a obra nos passa uma subjetividade harmoniosa, que resgata aquele amor pueril, da época em que a pessoa amada era idealizada e amada por cada molécula de quem a ama. Eu adorei o texto, e espero que continue escrevendo, e que o menino dos olhos castanhos não fira mais seu coração, grande abraço e sucesso.

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