Arte que toca a alma,
arte que ilumina, grande
arte que nos fascina e
que sempre nos ensina.
Símbolos usados para
representar sons, sete
notas, que em uma
composição, se transformam
em melodias, ritmos e
harmonia.
Viola,violão, tocando
minha canção, em cada
compasso tocado,
simultaneamente se formam,
e se ouvem canções.
Canções que trazem,
lembranças diversas,
momentos felizes, outros
nem tanto, lembranças
presentes, lembranças
remotas.
Eu a vi no canto dos
pássaros, eu a vi na
voz de cantores, de
amigos, de mendigos..
Ela, transformadora.
Criadora, traz em seus
acordes, a paz que acalenta,
que faz soar em tibres
agudos e graves, nossos
do ré mi fás.
Derlange Ataides
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Vlad Tepes: Draculea Sanguinarius
Hoje
a harmonia tomou-me por completo
Através de seus olhos contemplei o portão do inferno aberto,
Raras são as oportunidades que posso libertar-me dessa casca humana
Momentos de gozo; insanidade, prazer e vingança,
O cheiro do seu sangue exala um delicioso perfume através da sua carne
Nas suas veias corre o néctar que sacia meu delírio e me afasta do óbito,
Inebriante, incessante, constante e pulsando é o sabor do seu sangue: meu ópio!
A sede é insaciável, a loucura indomável; e o seu sabor escarlate alucina meu olfato,
Através de seus olhos contemplei o portão do inferno aberto,
Raras são as oportunidades que posso libertar-me dessa casca humana
Momentos de gozo; insanidade, prazer e vingança,
O cheiro do seu sangue exala um delicioso perfume através da sua carne
Nas suas veias corre o néctar que sacia meu delírio e me afasta do óbito,
Inebriante, incessante, constante e pulsando é o sabor do seu sangue: meu ópio!
A sede é insaciável, a loucura indomável; e o seu sabor escarlate alucina meu olfato,
Interminável
é a característica principal do desejo
Na doçura
de cada gotícula encontra-se o sabor ostensivo de todo meu anseio,
Fartai-te
repugnante conde, pois, nobreza não falta para seu deleite
Entre
os lascivos desejos servi-se da essência de alguém é o menor dos erros,
Rajadas,
golfadas, rastros feitos com o néctar escarlate deixado por toda parte
Na imensidão
de suas catacumbas saciar-se é um de seus direitos de praxe,
Alma
consumida pela luxuria da vida eterna, terna lembrança de um dia ter sido vivo
Laços
entrelaçados, arraigados com as trevas mantêm-te em estado ativo,
Destinado
a suprir seus devaneios e saciar seus vícios
Ramo
de rosa silvestre poderia lacrar-te eternamente sem seu amado sítio,
Assim
as almas poderiam viver sem sua escravatura demoníaca
Conde,
nobreza infernal default da escuridão,
Uníssono
da voz do tártaro para a justiça que faz com suas próprias mãos,
Laboriosamente
escolhe suas vitimas sem preconceitos ou qualquer definição
Escravo
de seu vicio, hediondo animal dilacerador de almas fartai-te da essência humana,
A mais imunda de todas e que deveras merece ser sua prostituta escrava mundana.
A mais imunda de todas e que deveras merece ser sua prostituta escrava mundana.
Igor Alexandre B. Graciano Borges
sábado, 11 de agosto de 2012
A MÁSCARA
A máscara de pele
morta cobre meu rosto
tortuoso é o desgosto de viver na hipocrisia,
sinto o repudio consumindo minhas entranhas,
gotículas de chuva regadas com sangue escorrem
em meu rosto: funesto, imóvel, abominável!
tortuoso é o desgosto de viver na hipocrisia,
sinto o repudio consumindo minhas entranhas,
gotículas de chuva regadas com sangue escorrem
em meu rosto: funesto, imóvel, abominável!
O eterno beijo da
morte adorna meus lábios,
sinto o cheiro da putrefação em meu olfato
vejo meus sonhos sendo mortos por cada golpe outorgado,
Sentirei prazer em ouvir seus gritos, degustarei
lentamente do tutano de seus ossos e sangue
sinto o cheiro da putrefação em meu olfato
vejo meus sonhos sendo mortos por cada golpe outorgado,
Sentirei prazer em ouvir seus gritos, degustarei
lentamente do tutano de seus ossos e sangue
E de cada pedaço seu,
que a mim será cedido,
A máscara cria vida e
vida agora é a hipocrisia
De tanto usá-la comecei a senti-la viva,
não me sinto mais eu mesmo, me sinto ermo e me sinto
morno me sinto morto e consumido,
De tanto usá-la comecei a senti-la viva,
não me sinto mais eu mesmo, me sinto ermo e me sinto
morno me sinto morto e consumido,
A simbiose do que sou
e de quem nunca fui
agora é a mesma, meu ser foi assimilado pela anárquica beleza,
e a pele morta agora é viva em mim, sendo um só deste momento
até o meu decrépito fim,
agora é a mesma, meu ser foi assimilado pela anárquica beleza,
e a pele morta agora é viva em mim, sendo um só deste momento
até o meu decrépito fim,
A máscara de pele
morta esta me enclausurando,
enjaulando minha verdade face, contendo toda minha
sanidade, me tornando um escravo débil e um ser humano
mais feliz e aceitável.
enjaulando minha verdade face, contendo toda minha
sanidade, me tornando um escravo débil e um ser humano
mais feliz e aceitável.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
A cigarra e a formiga
Há algum tempo, na terra dos bichos incríveis havia uma cigarra que passava o dia a cantarolar com sua viola. Fizesse sol ou fizesse chuva sempre dona cigarrinha estava com sua violinha debaixo dos braços tocando uma melodia bonita e cantando uma canção feliz. Ninguém negava que ela cantava muito bem. Como a própria dizia: "Cantar alegra a mim e a ti!"
Na mesma terra dos bichos havia ainda uma formiga muito laboriosa que passa o dia a trabalhar. Fizesse sol ou chuva sempre dona formiguinha estava com sua enxadinha na mão arranjando mantimentos para si e para sua família. Todos da vizinhança viam que ela era boa trabalhadeira. Como ela mesma dizia: "O trabalho é para todos porque a bem aventurança depende dele para ser de todos".
Aconteceu que numa bela manhã de primavera dona formiga estava apressada carregando dois gramas de folhas quando tropeçou numa pedra, bem perto de onde a cigarra cantora estava, e disse para a tranquila:
- Desse jeito folgado que estás indo, minha amiga, não chegas viva no inverno. Veja como está gorda, logo estarás um canudinho se não trabalhares para te sustentar na época do inverno.
A nobre cigarra retruca, faceira:
- Desse jeito afobado que está indo, minha amiga, não chegas viva nem no outono. Veja como está raquítica, logo estarás só o esqueletinho, e não gostaria de ser a cantora da tua música fúnebre, pois é minha vizinha.
E dona cigarra voltou a cantar e a formiga a trabalhar.
Chegou o verão. A formiga, séria em seus afazeres via o outono chegar e logo o inverno, e então poderia descansar em sua casinha, com mantimentos e fartura para muito tempo. A cigarra, indolente em sua cantoria via o outono chegar e logo o inverno, e então estaria frita, pois não angariara nada para se manter.
Aconteceu que, já chegado o primeiro mês do outono as folhas das árvores começaram a cair, e dona cigarra teve um sonho. Um sonho que de tão maligno, a deixou preocupada. Sonhara que morreria de fome e frio no inverno. E na mesma noite a formiguinha também sonhou um sonho terrível. Teve pesadelos de que nunca se esqueceria: ela teria de passar todo o inverno comendo e só, porque não sabia fazer mais nada além de trabalhar, e no inverno ela não trabalharia.
No segundo mês do outono lá foi a cigarra aloprada com sua violinha visitar a formiga, mas teve de andar muito, pois durante o dia a formiguinha estava trabalhando. Achou a trabalhadora, e como esta não podia parar os afazeres, ia atendendo a cigarra enquanto laborava.
- Senhora formiga, disse franzinho a sobrancelha, toda desconfiada, estou muito vagabunda!
- Não me admira! Preguiçosa como és!, disse, sem medo.
- Preciso trabalhar. O que fazer?
- Pois trabalhe, disse a formiga galhofando da cigarra, imaginando que a coitada estivesse surtando.
- Mas como minha amiga? O inverno vem chegando, e eu estive pensando melhor esses dias. O que estou fazendo da e na minha vida? Cantando, cantando. Não trabalho, não me preparo para o inverno. Vendo você todos os dias trabalhando, percebi que a vida é muito além de descanso e vagabundice.
- Pois está muito bem. Para você não dizer que sou um mau inseto, vou te ajudar. Você terá de fazer o que eu disser. Teremos de ter uma parceria. Eu te ajudo e você me ajuda. Quando chegar o inverno, daqui a dois meses, estaremos prontas e sem preocupações. Você topa?, perguntou a formiga lançando um olhar sério para a cigarra.
- Sim, eu topo. O que posso te dar em troca?
- Ensina-me a cantar!
- Feito!, responde a alegre cigarra, agora mais aliviada por não ter de passar fome nem frio no inverno.
No terceiro mês de outono a formiga e a cigarra se uniram para mudar suas vidas. Pela manhã e durante toda a tarde as duas trabalhavam. Os demais habitantes da vizinhança achavam curioso uma formiga trabalhando duro e logo atrás uma cigarra acompanhando a labuta da pobre criatura. Quando chegava a noite era hora de cantar. Dona cigarra importou da floresta ao lado uma linda violinha com cordas de bigode de tigre para a formiga.
Não demorou muito tempo e a cigarra percebeu que sabia trabalhar muito bem, e a formiga também tinha dom para a arte musical.
Na última semana do outono, quando o tempo já começou a esfriar a cigarra propôs:
- É, minha boa amiga. Obrigado pela ajuda que me deste.- e abraçou a formiga com um abraço tão forte que ambas se sentiram felizes.
- Foi um prazer. Agora poderei trabalhar cantando.
- E eu, menina! Agora vou cantar trabalhando.
E chegou o rigoroso inverno. A cigarra foi para a casa da formiga, as amigas agora se empanturravam de comidinhas deliciosas enquanto cantavam horas e horas a fio. A melodia era alta e agradava muita gente pela vizinhança dos bichos incríveis.
Tudo o que se ouviu naquele lindo inverno foi a felicidade da cigarra e da formiga, que varavam a noite sempre fazendo lindas e melódicas serestas.
MORAL DA HISTÓRIA: Um pouco de humildade para aprender e encontrando uma boa parceria pode-se conquistar muitas coisas.
Rodrigo dos Santos e Silva
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Papo de brother
Pois e né, “tipo assim, na boa”, eu nunca pedi pra ter nascido, mas meus pais, dois favelados sem noção, não pensaram no que daria seus amassos atrás da casinha da vovó no alto da favela. O impensado, é que em aquilo em alguma hora resultaria em algo, a ser chamado de humano.
Na verdade sou tão revoltado, que nem sei se sou desse planeta. Batendo a real pra você meu “brother”, minha vó conta que papai é traficante pesado e o maior assassino aqui do Rio .
Agora pense aí e vá imaginando: eu, o moleque não planejado, o maior rejeitado do povoado, só pra ter uma ideia, onde eu chego eu escuto alguém dizer:
- Pessoal ,vamos raleando, cada um saindo na sombra!
Outro dia fui numa igreja que fica há uns 4 quarteirões da casa da vovó. Chegando lá o cara da portaria, todo de terno e gravata, parecendo os segurança do Obama, disse:
- “Ae” meu irmão? Pra entra aqui tu tem que deixar sua arma comigo.
Olhei pra ele e apontei a arma no nariz dele e disse:
- “Ae”? Pra começar não sou teu irmão cara. E se “tu” não deixar eu entrar com minha vovozinha, garanto que hoje tú não vai ver o brilho das estrelas e amanhã tú vai estar debaixo de 7 palmos de terra. E aí? Vai encarar? Ou vai deixar eu entrar? Seu segurança internacional!
Mano de Deus, o cara olhou pra mim num espanto! Nessa altura minha vó já gritava pelo amor de Deus pra eu num apagar o cara.
Eu disse a ela:
- Fica relax minha coroa, foi só um susto de nada.
E cai na gaitada, entrei na igreja sorrindo. Ate me transformei, quando olhei no banco das “mina”. Nossa! cada uma mais ajeitada do que a outra. Fiquei todo “piradão”!
Cheguei todo malandro e sentei logo na frente. Uma das “mina” veio e me cumprimentou dizendo:
- Seja bem vindo e volte sempre.
Velho de Deus! Juro que nunca acreditei nessa droga de amor, mas quando a garota segurou minha mão eu tremi na base, fiquei todo bobão,
Vovó disse:
- Ei moleque, fecha a boca se não a baba vai cair.
Cara, daquele dia em diante senti minha vida se transformar. “Pô”, velho, todas as noites eu sonhava com a “mina”.
Outro dia, já no fim da tarde, eu tava todo doidão, tinha acabado de fumar e tava caído na escadinha da favela quando escutei uma voz bem distante dizendo:
- Caio? Oooo Caio? Levanta meu filho!
Olhei pra cima, era vovó. Pensei :
- Meu Deus essa velha não me deixa em paz!
Deitei a cabeça de novo entre minhas pernas e escutei vovó de novo, dessa vez seu chamado veio com uma passada de mão no meu cabelo :
- Caio? Levante-se meu filho. Tem visitas lá em casa!
Levantei no maior nervo do mundo e disse:
- Quem é que ta lá?
Antes que ela respondesse eu continuei:
- Bem que poderia ser a morte né, velha chata dos infernos!
Vovó não desistiu de mim, abaixou a cabeça e disse:
-Vamos meu filho! As visitas estão nos esperando.
- Tudo bem coroa já to indo!
O “meu” levantei de lá na maior sede tinha um resto de água da chuva dentro de um pneu velho, num pensei duas vezes. Usei minhas mãos e saciei minha sede.
Ah “velho” tu pensa que e fácil essa vida de malandro? Então errou pois e a maior furada.
Segui pra casa da vovó, cheguei la tinha um bando de jovens desocupados sentado no sofá, cada um com um livro de capa preta que chamavam de bíblia.
Fiquei parado na porta e disse:
-e “ae”? seus pivetes? “Tão querendo o que”?
-Aqui num tem droga pro “ceis” não!
Nesse instante uma “mina” levantou do sofá que ficava do lado la janela e disse:
-não Vinhemos buscar nada de você, estamos aqui para depositar todo nosso carinho felicidade e confiança em você, queremos que você faça parte de nossa comunidade rumo a Cristo!
-Cara de Deus, sabe quem era a “mina”?
Era aquela que vi outro dia na igreja da vovó. Meu coração de novo quase saiu pela garganta. E eu de novo fiquei sem noção!
Fizeram todo ritual deles, cantaram, fizeram orações, e eu ali calado como uma múmia.
No outro dia o efeito das drogas passou, vovó me contou que eu tava imundo feio fedido tirando onda com as visitas, foi então que parei pra refletir que minha liberdade num tem a ver com depender de todas as drogas, vícios ou virtudes do mundo. Liberdade é poder escolher.
Eu um jovem de apenas 22 anos de idade senti minha vida sendo transformada aos poucos, não pelo fato de estar frequentando a comunidade de jovens cristãos, e sim por que escolhi viver, e isso e o mais importante.
Hoje já não tenho vovó aqui perto de mim, ela me deixou quando um “filho da mãe” matou ela por causa de 15 reais quando ela voltava da padaria.
Minha felicidade se concretizou o ano passado, casei com a “mina” da igreja da vovó tenho 2 lindos filhos, e graças a Deus sai do mundo do crime.
Mas infelismente nunca conheci papai nem mamãe.
-Mas vamos indo embora, já to atrasado pro trabalho!
-Valeu meu velho, por me escutar!
-Nem precisa agradecer, estarei aqui sempre.
-Vai na sombra!
-falou!
terça-feira, 31 de julho de 2012
Traição
Sou fogo sem controle
Sou paixão insensata
Sou tentação em pessoa
Sou desejo que mata
Sou o prazer que cega
Sou o pecado do momento
Sou a sua fantasia
Sou também o seu tormento
Causo prazer, causo delírio
As vezes arrependimento
Sou a luxuria, sou sua loucura
As vezes sou sofrimento
Porque escondido é bem melhor
Porque perigoso é divertido
Porque o que é certo não tem
graça
Porque o que é bom é proibido.
Gleicy Dias
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Escrever faz bem
A caneta
A liberdade
O dom
A vontade
A inspiração
O leitor
O publico
As imagens
As análises
As criticas
O elogios
A tranquilidade.
Tranquilo vive aquele
que se expressa,
colocando para fora
suas alegrias, tristezas,
desejos, e fúrias.
Podendo até inventar,
e porque não dá asas
a imaginação.Nosso
cérebro borbulha, borbulha...
Máquina criada por Deus,
que grande capacidade
possui. Imaginar? não
podemos, o que ele é capaz.
Rabiscando pápeis vou
arquitetando textos, que
por mais simples que possa
parecer, possui uma essência
unica, individual, e uma
importância celébre de um
eu as vezes irreconhecível
por ele mesmo.
Infíma é a vontade de parar.
Me calar? nunca, também
não depende de mim, o
prazer de escrever corre nas
veias, cabendo ao cérebro
somente obedecer, mandando
assim um e-mail para as mãos.
-È hora de escrever.
Derlange Ataides
A liberdade
O dom
A vontade
A inspiração
O leitor
O publico
As imagens
As análises
As criticas
O elogios
A tranquilidade.
Tranquilo vive aquele
que se expressa,
colocando para fora
suas alegrias, tristezas,
desejos, e fúrias.
Podendo até inventar,
e porque não dá asas
a imaginação.Nosso
cérebro borbulha, borbulha...
Máquina criada por Deus,
que grande capacidade
possui. Imaginar? não
podemos, o que ele é capaz.
Rabiscando pápeis vou
arquitetando textos, que
por mais simples que possa
parecer, possui uma essência
unica, individual, e uma
importância celébre de um
eu as vezes irreconhecível
por ele mesmo.
Infíma é a vontade de parar.
Me calar? nunca, também
não depende de mim, o
prazer de escrever corre nas
veias, cabendo ao cérebro
somente obedecer, mandando
assim um e-mail para as mãos.
-È hora de escrever.
Derlange Ataides
quinta-feira, 5 de julho de 2012
O Show não pode parar
E havia o doutor Salomão, juiz de direito, garboso de até hoje ter resolvido mais de dois mil cento e sessenta e sete casos em menos de duas horas, pomposo porque destes tantos casos, apenas três precisaram ser arquivados, e a partir de então seu lema era resolver qualquer caso em duas horas ou menos. E isso, dia a dia era feito em sua jurisdição, atendendo às vezes até quinze casos por dia.
Aconteceu que, certo dia após o almoço, estava o doutor Salomão sentado em sua poltrona de couro de vaca antigo quando chegam duas mulheres discutindo, com a voz às altas, nos tapas mesmo, e logo atrás delas, um assistente social com uma criança no colo, de uns dez dias, talvez, que para aprofundar o estardalhaço, chorava mais alto que as duas mulheres gritavam.
O juiz, não gostando daquilo, solta um berro solicitando silêncio. Ao que a primeira mulher, apavorada, reclama:
- Doutor Salomão - ele já era conhecido em todo o distrito, e, portanto, tratado pelo título e o nome. - Tive meu filho há pouco mais de uma semana, e esta mulher aqui do meu lado, ordinária, alega que o filho é dela.
A essa altura o magistrado já pusera seu cronômetro a funcionar, julgando que resolveria o caso em menos de duas horas.
A segunda mulher, indignada, pôs-se a bodejar: "Não, não, a criança é minha, eu sou a mãe, veja, doutor Salomão, como ele é parecido comigo"- e pede para a assistente levar o bebê até o juiz.
A assistente social, dos braços já cansados, põe o bebê sobre a mesa abarrotada do juiz e esclarece:
- Senhor, a questão é que esse bebê tem dez dias de nascido, e por incrível que pareça, consta nos autos da maternidade que as duas tiveram um bebê no mesmo dia e hora, mas um dos bebês foi sequestrado e ficou este. Não sendo possível realizar a identificação de qual mãe é a verdadeira, nós trouxemos o neném aqui para o senhor julgar o caso.
O Salomão, calmamente, propõe: "Nada mais simples, o bebê tem alguma marca de nascença que se pareça com outra marca da mãe?", ao que a primeira mulher mostra uma pinta no bumbum do bebê e, mostrando o próprio, prova que tem uma pinta igual. Não se dando por vencida a segunda mulher abaixa a saia, mostrando as nádegas para o juiz, e havia a mesma marca do bebê e da outra mulher. A assistente interfere:
- Elas são irmãs gêmeas, doutor!
Salomão enruga a sobrancelha, ao passo que a assistente propõe:
- DNA senhor juiz. É a única maneira.
O magistrado enrubesce e atônito, resmunga:
- Jamais - responde olhando para o cronômetro -, só temos mais uma hora e trinta minutos, um exame desses levaria dias. E eu gosto de resolver as coisas em duas horas.
Ele toca então uma campainha. Em instantes aparece dona Margô, a secretária.
- Dona Margô - chama Salomão, tranquilo -, traga por gentileza aquela faquinha que usamos para cortar pão no café da manhã.
Em seis minutos está de volta Margô com a faquinha de serra.
- Corte a criança ao meio. Margô, bem rente, à cintura, e dê uma metade a cada mãe. – Vira-se para as mães e então arremata: "e eu decido quem fica com a parte da cabeça."
Quando a obediente secretária ia desferir o golpe fatal, a primeira mulher aplaude, garantindo ser aquele o melhor modo de resolver a causa, ao que a segunda senhora interpela:
- Por favor, doutor Salomão, dê a criança a ela, mas não mate o bebê.
Salomão, num sorriso largo e venturoso, numa expressão pensativa de sabedoria, então dá o veredicto:
- Ótimo, assim seja feito. Dê a criança, então, à outra mulher, já que esta resolveu, pois agora sabemos quem de fato é a mãe. E agora tudo resolvido, falta sete minutos para o prazo das duas horas, que beleza não? A justiça foi feita!
Doutor Salomão conclui num gesto acenando para as mulheres saírem, com as máximas:
- Agora toca o enterro que a fila anda e o show não pode parar.
MORAL: Juiz justo é aquele que julga com justiça.
sábado, 30 de junho de 2012
Galera,
Parece que iniciamos bem, né? Muito legal o envolvimento e a animação.
Acredito que iremos contagiar mais alguns, agora e no início dos próximos anos
letivos – com a chegada dos novos ingressantes.
Por hora, o que podemos perceber é a predominância
do tema “amor”. E não é de se estranhar, o amor é motivador da poesia desde os
primórdios.
Na formação da literatura portuguesa, transcrevo “A
Ribeirinha”, de Paio Soares de Taveirós, quem sabe o texto literário mais
antigo da nossa língua.
No mundo non
me sei parelha,
mentre me for
como me vai,
ca já moiro
por vós – e ai!
mia senhor
branca e vermelha,
queredes que
vos retraia
quando vos eu
vi en saia!
Mau dia me
levantei
que vos enton
non vi fea!
E, mia
senhor, des aquel dia’, ai!
me foi a mi
mui mal,
e vós, filha
de don Paai
Moniz, e ben
vos semelha
d’haver eu
por vós guarvaia,
pois eu, mia
senhor, d’alfaia
nunca de vós
houve nen hei
valia d’ũa
correa.
E no barroco brasileiro, um texto de Gregório de
Matos: Quis o poeta embarcar-se para a
cidade e antecipando a notícia à sua senhora, lhe viu umas derretidas mostras
de sentimento em verdadeiras lágrimas de amor.
Ardor em coração firme nascido!
Pranto por belos olhos derramado!
Incêndio em mares de água disfarçado!
Rio de neve em fogo convertido!
Tu, que um peito abrasas escondido,
Tu, que em um rosto corres desatado,
Quando fogo em cristais aprisionado,
Quando cristal em chamas derretido.
Se és fogo como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai! que andou Amor em ti prudente.
Pois para temperar a tirania,
Como quis, que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu, parecesse a chama fria.
Pranto por belos olhos derramado!
Incêndio em mares de água disfarçado!
Rio de neve em fogo convertido!
Tu, que um peito abrasas escondido,
Tu, que em um rosto corres desatado,
Quando fogo em cristais aprisionado,
Quando cristal em chamas derretido.
Se és fogo como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai! que andou Amor em ti prudente.
Pois para temperar a tirania,
Como quis, que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu, parecesse a chama fria.
Certo, o amor é o principal; é a coisa mais
importante da vida. Mas ninguém vive somente de amor, nem a literatura! Então, a
proposta é evitá-lo (o tema “amor”) para estimularmos o trabalho poético
mediante depreciação da sentimentalidade. No entanto, continuamos com liberdade
quanto à escolha do gênero literário.
domingo, 24 de junho de 2012
Estranho
Coisas esquisitas chamam a atenção
Chamas desta vida pertubam o coração
Amor assustado correndo no pavilhão
Garoto mal amado atrás duma paixão
Sozinho nesse mundo sem ninguém amar
Calado no canto refugiado a pensar
Com caneta e papel algo há de começar
Cabisbaixo e sério amor tende a se aquietar
Amor assustado, estranho não quer ser
Com seus poemas agindo sem perceber.
Esperando a donzela, que há de aparecer
Sua espera é longa, o jeito é escrever.
Gleicy Dias
Olhos castanhos
Com aquele olhar singelo, como de quem não quer nada
A culpa foi dos teus olhos, me encontro apaixonada.
Um jeito deslumbrante, teus gestos, teus sorrisos
Se me tocas, quase perco o equilíbrio.
Como pude permitir chegar a tanto...
De uma forma fascinante, me rendi aos teus encantos.
Agora já é tarde...
Ao teu lado sinto-me completa, porém covarde
Percebo uma certa indecisão em tuas ações,
Momentos me abraças com ternura, noutros com ingratidão,
O que tu sentis, me digas, demonstre-me, pois já está fraco esse meu pobre coração.
Então a covardia invade meu ser, medo de questionar,
Receio do que vais responder.
Quando não o vejo, sinto uma imensa solidão
Como pode, sentir-se só em meio a multidão?
Só então, entendo, foi sem perceber, não pude intervir
Me encontro aprisionada, presa a ti.
Um sentimento tão intenso, que não exige nada em troca
Há momentos em que me abandonas, de repente vem com esse teu jeito e me provocas
Ah! Menino dos olhos castanhos, maldita foi a hora que por ti me apaixonei
Tenho a certeza, admito, eu errei.
Agora, somente agora minha alma chora, isso me causa tamanho remorso
Ah! Menino dos olhos castanhos, a culpa foi dos teus olhos...
A culpa foi dos teus olhos, me encontro apaixonada.
Um jeito deslumbrante, teus gestos, teus sorrisos
Se me tocas, quase perco o equilíbrio.
Como pude permitir chegar a tanto...
De uma forma fascinante, me rendi aos teus encantos.
Agora já é tarde...
Ao teu lado sinto-me completa, porém covarde
Percebo uma certa indecisão em tuas ações,
Momentos me abraças com ternura, noutros com ingratidão,
O que tu sentis, me digas, demonstre-me, pois já está fraco esse meu pobre coração.
Então a covardia invade meu ser, medo de questionar,
Receio do que vais responder.
Quando não o vejo, sinto uma imensa solidão
Como pode, sentir-se só em meio a multidão?
Só então, entendo, foi sem perceber, não pude intervir
Me encontro aprisionada, presa a ti.
Um sentimento tão intenso, que não exige nada em troca
Há momentos em que me abandonas, de repente vem com esse teu jeito e me provocas
Ah! Menino dos olhos castanhos, maldita foi a hora que por ti me apaixonei
Tenho a certeza, admito, eu errei.
Agora, somente agora minha alma chora, isso me causa tamanho remorso
Ah! Menino dos olhos castanhos, a culpa foi dos teus olhos...
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Recordações
Eu vi no mais profundo dos meus sentimentos.
Há eu vi, você que docemente me amou.
A minha vontade foi de rasgar meu coração.
Quando na minha mais triste realidade, voçê não estava.
Então o que me restou foram lágrimas, lágrimas.
E no grande desejo de te encontrar.
Corri deseperadamente ao teu encontro.
Triste decepção descobri que tinhas partido.
Levando contigo um grande amor.
Que jamais, jamais será esqueçido.
No meu quarto sinto a brisa do vento.
Que suavemente passa em meu rosto.
Me lembro de voçê, que para mim era a mais bela.
Assim como o vento, tinha a suavidade.
Assim como a flor, tinha um exalante perfume.
Não sei se de rosas ou de jasmim.
Só sei que te amava.
Derlange Ataides
Há eu vi, você que docemente me amou.
A minha vontade foi de rasgar meu coração.
Quando na minha mais triste realidade, voçê não estava.
Então o que me restou foram lágrimas, lágrimas.
E no grande desejo de te encontrar.
Corri deseperadamente ao teu encontro.
Triste decepção descobri que tinhas partido.
Levando contigo um grande amor.
Que jamais, jamais será esqueçido.
No meu quarto sinto a brisa do vento.
Que suavemente passa em meu rosto.
Me lembro de voçê, que para mim era a mais bela.
Assim como o vento, tinha a suavidade.
Assim como a flor, tinha um exalante perfume.
Não sei se de rosas ou de jasmim.
Só sei que te amava.
Derlange Ataides
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Esquizofrenia do Amor
Ainda sinto o Kümmel de
seus lábios
O cheiro do seu corpo e a sonoridade de sua voz,
O cheiro do seu corpo e a sonoridade de sua voz,
Longe dos teus sedosos macios
cabelos cor tabaco
Assim me encontro ermo em
meio ao aglomerado,
A tristeza consome as
minhas entranhas encefálicas
E os resquícios que
sobram, a solidão o fazem lembrar-se de você,
Dentro do meu peito a
mais vil das quimeras urra com sua cólera
Sedenta de algo que os
vermes sociais ainda não corromperam,
Sinto minha alma
entorpecida, embriagada pelo furor
A ira e o ódio se
deleitam do banquete que encontram em minha mente,
Eu vejo e não consigo
enxergar você, eu vejo você, mas você não me vê
Sinto que apenas teu sussurro acalmará as dúvidas
delirantes do meu âmago,
Pessoas me seguem e são atraídas
pela quimera; onomat int in my mind
Ela lhes faz promessas em
troca delas tomarem de mim, o único bem que ainda tenho,
Dentro do meu coração, eu
guardei o único sentimento que segura minha sanidade intacta
O amor que eu sinto por
você é a minha interioridade celestial,
É a única coisa dentro
desse agreste sombrio
Que me corre nas veias e
ainda me faz respirar,
Isso que sinto transforma
destino e ergue caminho pra gente trilhar
Tudo que está aqui dentro
se encontra sedento para respirar,
Pena que nesse mundinho não
há janelas nem portas abertas pra se escapar
O mundinho fechado! enclausurado
que mantém essas bestas a me atormentar,
Eu às vezes te vejo às
vezes te beijo às vezes te odeio de tanto de amar
Pois tu és; meu porto seguro
meu salvo-conduto, neste imundo mundo aonde aqui, eu vim parar.
Igor Alexandre B.
Graciano Borges
terça-feira, 19 de junho de 2012
Meu Botão de FLor
Tudo
na vida tem uma razão.
E ter
te conhecido tirou-me da solidão...
Me
tiraste da solidão, e me fizeste voltar a sorrir
Não
dá pra definir o que seria da minha alma sem ti.
O
seu jeito faz-me sorrir, faz-me esquecer tudo o que faz-me chorar
Só
tu entendes o meu olhar.
Só
tu desfaz o que me incomoda.
No
dia que nasceste no meu jardim, trouxeste vida.
As
outras flores curvaram-se aos teus pés
O
sol até brilha mais alegre destacando-te
Meu
lindo botão de flor,
O
mais meigo do meu jardim
Se
um dia eu não existir
Cante
essa canção por mim.
Talita
Silva Gomes
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Piquiletras
O bom é ser criança
brincar de pique-pega
de pique-esconde
E depois de se cansar
comer e ser amigo
na intimidade de um
piquenique
O bom é ser goiano
Querer Anápolis
Quirinópolis
É bom não ter espinho
poder morder o pequi
sem ter medo de ferir
Mas o bom é escrever
brincar com as letras
somar pique e pequi
e formar píqui
E do qui de Quiri
num texto produzir caqui
E se lambuzar de caqui
e de texto daqui
daqui da brincadeira
das brincadeiras de
piquiletras
(Wesley Rezende)
(Wesley Rezende)
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